quinta-feira, 24 de março de 2011

Processo Seletivo ONG Infância-Ação 2011

A pedido

A ONG Infância-Ação entrou em contato com o DCE da UFSM e pediu a divulgação do processo seletivo para novos membros. Segue o texto do material produzido pela ONG:


“Toda criança deve crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário. O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.” Princípio 6º, Declaração dos Direitos da Criança



A ONG Infância-Ação tem como objetivo prestar assistência às crianças em situação de risco e/ou vulnerabilidade perante a sociedade santa-mariense. Realiza projetos nas áreas de educação, saúde, lazer, cultura e meio ambiente, a fim de promover a inclusão social dessas crianças.



A ONG tem tradição de realizar processos seletivos para a admissão de novos membros. Desde 2007, mais de 150 pessoas já passaram pela administração da organização.



PERFIL DO CANDIDATO: A ONG Infância-Ação está em busca de pessoas que tenham comprometimento, responsabilidade social, sinergia e outras atitudes que correspondam aos valores da organização.



O que: Processo Seletivo para membros voluntários efetivos

Quando: 26/03 Horário: 14h às 18h

Onde: Sala do Tribunal do Júri – CCSH UFSM (Antiga reitoria).

Observação: Todos os interessados em participar da administração devem comparecer nada data e local mencionados (etapa eliminatória).

PROCESSO SELETIVO ONG INFÂNCIA-AÇÃO 2011


“Toda criança deve crescer em um ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário. O governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.” Princípio 6º, Declaração dos Direitos da Criança
A ONG Infância-Ação tem como objetivo prestar assistência às crianças em situação de risco e/ou vulnerabilidade perante a sociedade santa-mariense. Realiza projetos nas áreas de educação, saúde, lazer, cultura e meio ambiente, a fim de promover a inclusão social dessas crianças.

A ONG tem tradição de realizar processos seletivos para a admissão de novos membros. Desde 2007, mais de 150 pessoas já passaram pela administração da organização. PERFIL DO CANDIDATO: A ONG Infância-Ação está em busca de pessoas que tenham comprometimento, responsabilidade social, sinergia e outras atitudes que correspondam aos valores da organização.



O que: Processo Seletivo para membros voluntários efetivos
Quando: 26/03 Horário: 14h às 18h
Onde: Sala do Tribunal do Júri – CCSH UFSM (Antiga reitoria).

Observação: Todos os interessados em participar da administração devem comparecer nada data e local mencionados (etapa eliminatória).

Todos à Reitoria nesta sexta (25/3) a partir das 8:30hs, no 2º andar

Estudante Junta a Tua a Nossa Voz!

terça-feira, 22 de março de 2011

Pela Melhoria do Xerox do Centro de Educação!

Relato elaborado pelo DACE (Diretório Acadêmico do Centro de Educação)

O único ponto de xerox do CE, é frequentado por todos os alunos e professores dos Cursos de Graduação, Pós-graduação e Formação de Professores do CE, Curso de Letras e Biologia, e também toda a demanda administrativa do CE.

Cada dia que passa, o tempo de espera na fila é cada vez maior. Estudantes ficam, em média, uma hora na fila, muitas vezes perdendo tempo de aula, ou o tempo de leitura e estudos.

Na reunião do Conselho do Centro de Educação feita em agosto de 2010, foi “aprovado por unanimidade uma nova licitação para uma empresa de cópia xerográfica para o prédio anexo/CE”. (Ata Nº 494). Após sete meses de espera, e filas cada vez maiores, ainda não foi resolvido nada.

O DACE, juntamente com o DABIO, DAL e DCE, exige uma respostas sobre a decisão do Conselho do CE, bem como a ampliação e/ou a criação de um novo xerox no Anexo/CE.

Hoje, com a manifestação iniciada as 8 horas, o DACE, DCE e representantes de turmas se reuniram com a Direção do CE para expor nossas exigências. Após muita conversa, a Direção se comprometeu de abrir uma nova licitação pública para abrir um novo Xerox no prédio Anexo/CE.

Em conversa com o responsável pela empresa do atual (e único) Xerox do CE pedimos o comprometimento em relação o atendimento, qualidade e horários de funcionamento. Deixamos claro que vamos fazer por escrito o que não estiver de acordo com o prometido por ele.

O DACE deixa aberto este tópico, bem como o E-mail, para possíveis reclamações, e toma as atitudes necessárias.


Agradecemos ao DCE e todos os estudantes, professores e funcionários que colaboraram com esta luta/vitória.



DACE




domingo, 13 de março de 2011

Semana da Calourada - Apresentações Musicais nos RUs

Segunda-feira - RU Antigo

11h30 - Wild Side

12h30 - Jair Gonçalvez


Terça-Feira - RU Antigo

11h30 - The Volunteers

12h30 - Inseto Social


Quarta-Feira - RU Antigo

11h30 - Black Rose

12h30 - Gurizada Fandagueira


Quinta-Feira - RU Novo

11h30 - Health

12h30 - Sobretudo Blues


Sexta-Feira - RU Novo

11h30 - Apresentação da Escola de Samba Unidos do Itaimbé

12h30 - Agranel

Programação Especial da Boate na Semana da Calourada

Para receber os novos alunos da UFSM no primeiro semestre de 2011, o DCE da UFSM preparou uma programação especial numa das maiores, ou talvez, a maior Semana da Calourada já organizada pelo DCE. Uma das atrações é a programação especial da Boate, que abrirá de quarta até sábado e terá uma promoção diferente para os calouros.


Quarta e quinta a Boate do DCE abre às 18h e vai até a meia-noite. Na quarta a música fica por conta dos DJs Brutus e Gago, tocando os melhores sons dos anos 80, na quinta o Coletivo Afronta promove a festa Black Freedom, com o melhor da black music. Nesses dois dias, o DCE venderá caixas de cervejas com valores especiais para turmas de calouros e veteranos confraternizarem na Boate.


A caixa de Bavária Clássica custará R$ 60,00 (R$2,50 cada), a Bavária Premium custará R$ 70,00 (R$ 2,91 cada) e a Heineken R$ 85,00 (3,54 cada). As cervejas só serão vendidas com engradados fechados (24 fichas), e podem ser compradas por calouros ou veteranos que apresentem guia de matrícula ou carterinha.


Na sexta-feira o DCE realiza a Boate Tradicional, com show da BJack na Catacumba. No sábado a Boate volta a ser aberta com um especial de Samba, que encerra a programação da Calourada.



No link abaixo pode ser conferida a programação completa da Semana da Calourada.

http://avantedceufsm.blogspot.com/2011/03/programacao-semana-da-calourada.html

Discutindo Mobilidade Urbana: Calourada recebe Secretário Estadual de Habitação do RS

Um dos principais destaques da Semana da Calourada organizada pelo DCE da UFSM para receber os calouros do primeiro semestre de 2011 contará com a presença do Secretário de Habitação e Saneamento do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Marcel Frison. A mesa terá como tema "Mobilidade Urbana e direito a moradia no acesso às cidades", e também terá a presença de Cristiano Schumacher, do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), e do coordenador-geral do DCE, Eduardo Miotto Flech.





Marcel Frison/Foto: Bruno Alencastro/Sul 21


Ao discutir mobilidade urbana, o DCE tem a intenção de politizar o debate sobre transporte público, unindo a questões como o acesso à saúde, à cultura e à educação, além do direito à moradia e a maneira como (não) é pensada a cidade hoje. O Debate acontece às 13h45min de segunda-feira (13), no Lonão montado em frente ao Restaurante Universitário "antigo" do Campus da UFSM em Santa Maria.


Marcel Frison foi Secretário Municipal de Habitação da Prefeitura de São Leopoldo do Sul, e chefe de Gabinete do Ministério da Pesca durante o primeiro governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, no começo do ano assumiu a Secretária Estadual de Habitação e Saneamento.

Estudantes de Frederico: Consumidores ou Cidadãos?

Por Mairo Trentin Piovesan



Nem só o Ensino Superior, Gratuito e de Qualidade parece ter chegado a Frederico Westphalen através do campus da UFSM, os problemas e as dificuldades pelos quais passam os Estudantes também estacionaram aqui. A cada volta ás aulas nos é reservado uma surpresa nada agradável, o aumento da passagem. Pela segunda vez em menos de 5 meses houve aumento na tarifa cobrada, totalizando neste período um aumento de incríveis e inadmissíveis 75% (virou coisa corriqueira). Tudo muito negativo para estudantes que já convivem com os abusivos e inconcebíveis preços dos aluguéis e de muitos serviços da cidade, além da falta de Assistência Estudantil da própria Universidade.


Resumindo, a cidade de Frederico valoriza muito pouco àqueles que contribuem muito para seu crescimento, nos trata como meros Consumidores, a serviço de uma pseudo burguesia faminta por lucros cada vez maiores.


Faço coro à idéia de que somente a organização dos Estudantes poderá criar uma conjuntura diferente da atual, para que nós Estudantes sejamos valorizados pelo papel que desempenhamos na Sociedade e não apenas pelas cifras gigantescas que movimentam a economia frederiquense deixando muitos de nossos “comerciantes” e “empresários” de boca aberta e de bolso cheio.


Saudações a quem tem Coragem!


*Estudante de Agronomia do CESNORS/UFSM, membro do Diretório Central dos Estudantes da UFSM

sábado, 12 de março de 2011

Semana da calourada do CCS 2011/1 – Espaço Cultural Exposição fotográfica – EL IMPENETRABLE

Por Rafael Cabral Macedo*


Muitos são os pontos de vista nesse imenso mundo, tantos são que para saber quando foi o começo da história dessa exposição devemos refletir profundamente no tempo e no transcorrer dos fatos. Se formos superficiais podemos dizer que essa história começa em 2010 no dia em que eu, Rafael Cabral Macedo, estudante de Medicina da Universidade Federal de Santa Maria, fui escolhido para participar de um programa de Intercâmbio organizado pela Secretaria de Apoio Internacional em conjunto com outras universidades da America Latina na Universidade de Buenos Aires. Nesse Intercambio tive a oportunidade de vivenciar a realidade de outro país e cursar disciplinas que eu mesmo escolhi. Foi visando justamente a imersão total em tal realidade que elegi as matérias de Infectologia, Psiquiatria e Saúde Pública 2 com enfoque sociocultural. Creio que todas elas me adicionaram uma imensa bagagem, mas foi justamente na saúde pública que tive a oportunidade de conhecer Andrés Cuyul, um simpático professor chileno, mestre em saúde publica e responsável pelas questões indígenas da UNICEF. Em uma de suas aulas, esse professor nos explicou que estava organizando um projeto de extensão numa região chamada Impenetrable, na província do Chaco, nordeste da Argentina, o qual visava a capacitação de agentes de saúde Wichí (Povo originário da região) e estudantes de enfermaria do terciário de uma instituição chamada “Fundación Valdocco” em conteúdos e estratégias para prevenção de saúde em comunidades indígenas, assim como formação vivencial dos estudantes de medicina em trabalho comunitário e abordagem sociocultural da saúde em populações vulneráveis. Sem demora fui o primeiro a me inscrever e assim adentrei na maior e mais inspiradora experiência de minha vida, acompanhado por estudantes de medicina, psicologia, direito, trabalho social e trabalho audiovisual.


Durante as sete semanas que antecederam a viagem trabalhamos na preparação das oficinas de formação, fizemos estratégias de atuação em terreno, buscamos recursos e doações e estabelecemos dinâmicas internas de grupo para o desenvolvimento de um trabalho coordenado. Saímos no dia 27 de Novembro de 2010 de Buenos Aires e percorremos cerca de 1600Km passando pela cidade de J. J.Castelli (portão de entrada do Impenetrable) e chegando finalmente a Comandancia Frías, aonde fomos recebidos na Fundación Valdocco. Nas últimas 6 horas de viagem e nas demais outras que vivenciei a comunidade pude perceber o porquê do nome Impenetrable, primeiramente o terreno é constituído basicamente por terra e pó o que contribui para que os poucos rios da região sejam ricos em arsênio tornando-os inapropriados para consumo sendo a dependência do abastecimento hídrico quase exclusivamente das águas das chuvas. Em um segundo momento a chuva faz com que as ditas estradas tornem-se imensos atoleiros o que impossibilita o trânsito de veículos e de pessoas na região, o que ocasionou inúmeros episódios de atolamento do nosso ônibus mágico. Existe ainda a impenetrabilidade cultural, já que grande parte da população só fala Wichí, língua originária de seus antepassados indígenas, sendo essa uma das grandes importâncias dos agentes de saúde que são a chave para a transferência e contra transferência de conhecimento.


Durante uma semana pudemos ser inseridos na realidade local, pudemos ver de perto como a precarização e a privatização do sistema de saúde de todo um país influência e exclui aqueles que mais precisam de ajuda, podemos ver a importância de uma equipe interdisciplinar no atendimento básico da população, vimos que ainda existem pessoas morrendo por doenças já “erradicadas” e que sequer recebem atendimento, mas o que é mais importante de tudo, é que observamos e aprendemos com a força de um povo que luta para sobreviver contra as opressões tanto sociais como geográficas. Foram desses momentos de experiência, indignação e aprendizado que tive a oportunidade de guardar alguns momentos em minha máquina fotográfica.


Essa tem por finalidade mostrar que não é preciso ir até ao nordeste da Argentina para vermos que existe “Impenetrables”, basta tirarmos o véu que cobre nossos olhos e observarmos que em todos os nossos lados existem Impenetráveis, e que para mudarmos essa realidade são necessárias ações efetivas e não políticas assistencialistas as quais cobrem ainda mais nossos olhos e fazem com que sejamos condizentes com a desigualdade e injustiça. Façamos parte da mudança, sejamos a aurora dos novos tempos. Uni-vos!



*Acadêmico de Medicina da UFSM, DAMED e DCE da UFSM

Alunos da UFSM vão eleger em abril a nova direção do DCE

Com informações da Comissão Eleitoral e do Portal UFSM


As atividades e debates no movimento estudantil da UFSM aumentam à medida que se aproxima o processo eleitoral para a escolha da nova direção do Diretório Central dos Estudantes (DCE). A inscrição das chapas concorrentes será no dia 4 de abril, das 19h às 21h, na sede central do diretório, localizada no centro da cidade, na Rua Professor Braga, 79. O período para campanha eleitoral será de 11 a 26 de abril. Toda essa atividade culmina em 27 de abril, dia da eleição.


Todos os alunos da UFSM estão aptos a votar. Isso inclui os estudantes de graduação e pós-graduação nos quatro campi da universidade (Santa Maria, Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Silveira Martins), os alunos dos colégios técnicos da instituição e aqueles matriculados nas modalidades ensino a distância (EaD) e aluno especial. A chapa que for eleita terá um mandato de um ano à frente do DCE.


Para mais informações, acesse o regimento eleitoral, que está disponível no link abaixo.


http://sucuri.cpd.ufsm.br/noticias/files/arq/32610.pdf

Programação SEMANA DA CALOURADA




Segunda Feira

11h30min
Show com bandas
RU Antigo


13h45min
Debate: Mobilidade Urbana e direito a moradia no acesso as cidades
Local União Universitária

Marcel Frison, Secretário Estadual de Habitação e Saneamento
Cristiano Schumacher, Movimento Nacional de Luta pela Moradia
Eduardo Flech, coordenador-geral do DCE-UFSM


Terça- Feira

11h30min
Show com bandas
RU Antigo

16h
Debate: Os rumos da UFSM após a implementação das ações afirmativas.
Prof. Dr. Julio Ricardo Quevedo dos Santos - Presidente da Comissão de Ações Afirmativas da UFSM
Prof. Dr. Paulo Roberto Cardoso da Silveira - Vice-Presidente da Comissão de Ações Afirmativas
Coletivo Afronta


Quarta- Feira

11h30min
Show com bandas
RU Antigo

14h
Exibição do Filme Bicicletas de Nhanderu
Mbyá Guarani Ariel Duarte Ortega, cineasta
Local: Auditório Sérgio Pires

19h
Projeção de filmes nos lonões.

Conversas ao Redor do fogo.
Embaixo do viaduto na frente do RU I

18h às 23h59min
Boate do DCE Especial Anos 80

Promoção de cerveja para calouros com guia de matrícula de 2011
Caixa fechada de Heineken 85,00; de Bavaria Premiun 70,00 de Bavaria Clássica 60,00


Quinta- feira

11h30min
Show com bandas
RU Novo

8h30min
Exibição de filme Kaingang. Com debate no final.
Local: Auditório Sérgio Pires.

14h
Debate com a presença de estudantes Universitários Indígenas: Situação atual dos Estudantes Universitários Indígenas – Experiências

16h
Debate: PNE e os Rumos da Educação Brasileira
Lonão RU Novo


18h às 23h59min
Boate do DCE Especial Black Freedom

Promoção de cerveja para calouros com guia de matrícula de 2011
Caixa fechada de Heineken 85,00; de Bavaria Premiun 70,00 de Bavaria Clássica 60,00

Sexta-Feira

11h30min
Show com bandas
RU Novo



Meia-noite
Boate do DCE Tradicional
Catacumba: Rock Gaúcho com a Banda BJack


Sábado

Meia-noite
Boate do DCE Especial Samba

terça-feira, 8 de março de 2011

Dispenso Essa Rosa!

por Marjorie Rodrigues

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à
minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso
amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no
trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade” , a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorizaçã o da virgindidade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a
para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia
de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro. Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados, príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas,
traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam.
Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais
nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões)
têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser
pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades.
Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm
11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o
contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter
celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou
18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor… ). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca.
Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode
relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e
fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama.
“Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda
glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros
objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústira multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência,
estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem.
Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que
elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas” , propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto
acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?)
dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que
os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda
a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser
interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero
igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na
sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu cu.

Texto de 2009.


http://www.gafemini sta.blogspot. com/