domingo, 8 de junho de 2014

“A universidade é uma porta trancada por dentro”. Como destrancar?

Em uma atividade conjunta a Pastoral da Juventude Rural (PJR) e o Blog Pautas da Juventude entrevistaram a galera do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (DCE UFSM) que relataram sobre a polêmica decisão de que o acesso a UFSM será de 50% por cotas para estudantes de escola pública e o ingresso 100% ENEM/SISU, acabando com o vestibular na Universidade.
Os estudantes e os coletivos estudantis que se organizam na UFSM foram uns dos protagonistas no debate, na articulação política e na defesa dessa proposta pelo fim do vestibular e a proposição de outra forma de acesso a universidade.
Em Santa Maria-RS esse vem sendo um debate corriqueiro nos últimos dias e que divide opiniões tanto na comunidade universitária como na cidade, pois os comerciantes e empresários historicamente tinham como um dos seus grandes eventos econômicos a realização do vestibular ao mesmo tempo em que os estudantes de escola pública pouco acessavam a universidade.
Isso pode reacender um importante debate em nossa sociedade: Universidade pra quê? E para quem?
Entre esse choque de gerações e interesses em Santa Maria a decisão de findar o vestibular na UFSM pode ser considerada histórica na proposição de mudança na forma de acesso a universidade pública.
Confiram a entrevista com a direção do DCE UFSM.   

PJR e Pautas da Juventude –  Como o Movimento Estudantil está participando do processo de lutas que culminou com a decisão do término do vestibular e a necessidade de outras formas de acesso ao ensino superior como SISU e Cotas na UFSM?

DCE UFSM - A luta pela democratização do acesso a universidade é histórica no movimento estudantil a nível nacional. Em Santa Maria não é diferente, desde 2010 o DCE já pautava o fim do vestibular, debatendo alternativas possíveis para o ingresso na UFSM.
Mesmo com a expansão da universidade pública nos anos recentes, ainda hoje apenas 4% d@s jovens entre 18 – 24 anos estão nas universidades públicas, sendo que em torno de 10% encontram-se nas universidades privadas e comunitárias. Atualmente 85,4% d@s estudantes da educação básica estão matriculados em escolas públicas, se invertendo esta relação no ensino superior, em que do total de 5.95 milhões de estudantes, apenas 1,52 milhão provém de escolas públicas. O que explica esta inversão?
É acreditando que precisamos democratizar o acesso à universidade pública para tod@s que historicamente estiveram excluídos das universidades que o DCE da UFSM pautou em seu parecer no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão – CEPE – a aprovação ainda para este ano dos 50% de cotas para estudantes de escola pública e o ingresso 100% ENEM/SISU, acabando com o vestibular da UFSM. Anterior à decisão do CEPE de adesão às cotas e ao SISU, @s integrantes do DCE, movimento negro e cursinhos pré-vestibulares populares de Santa Maria estiveram realizando debates em diversas escolas da cidade de Santa Maria para discutir o sistema de cotas e o ingresso na UFSM.
Percebemos que a ampla maioria d@s jovens que conversamos nas escolas fariam a prova do ENEM, entretanto, o mesmo não ocorria com a prova do vestibular. Diversas podem ser as causas desta realidade, podendo destacar a relação econômica, uma vez que para se inscrever no vestibular cada estudante teria que pagar 95 reais, enquanto a prova do ENEM é gratuita a tod@s @s estudantes do ensino médio, além disto, a prova do vestibular se tornava uma grande vantagem aos que tinham condições de acessar a rede de cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas da cidade, o ENEM/SISU possibilita a tod@s estudantes e principalmente aos de  menores condições socioeconômicas da nossa região e da nossa própria cidade sonharem em entrar na Universidade Pública e Federal.
PJR e Pautas da Juventude – De que forma estão lidando com a repercussão da decisão no município de Santa Maria, seja diante de quem está se opondo à decisão, seja diante de quem está apoiando que o acesso deva ocorrer pelo SISU e pelo sistema de cotas na UFSM? 

DCE UFSM - Antes de tomarmos a decisão de propor 100% SISU, mesmo que tivéssemos fortes críticas ao vestibular, estávamos cientes de que, caso aprovado, desagradaríamos alguns estudantes (principalmente de escolas particulares e de cursinhos pré-vestibular), no entanto, a grande maioria dos estudantes se beneficiariam com a ampliação das cotas e o novo modelo de ingresso SISU (hoje no estado, cerca de 85% dos estudantes de ensino médio estão matriculados em escolas públicas). No entanto, a reação maior foi do empresariado local.
Santa Maria é uma cidade com muita história, já foi até um centro ferroviário do estado. Nas últimas décadas tem se consolidado como cidade universitária (na cidade de quase uma dezena de IES, sendo a UFSM a maior delas). Também é uma cidade militar, possui o 2º maior contingente militar do país, muito por conta da sua privilegiada localização geográfica, centro do estado e cercada por morros. As Universidades e os Quartéis atraem muita gente da região, em sua grande maioria jovens. Na cidade também habita muitos aposentados e servidores públicos.
Essas características populacionais servem para entender a composição social de Santa Maria, como praticamente não há indústrias, a economia gira basicamente em torno do setor de comércio e de serviços.
A burguesia local então é composta por donos de lojas, imobiliárias, hotéis, restaurantes, empresas de transporte, casas noturnas, colégios particulares e cursinhos. Os clientes prediletos são os jovens universitários, militares, professores, aposentados e os próprios trabalhadores destes setores.
Acostumados a exercerem a maioria política e decidir sobre quaisquer assuntos que envolvessem seus lucros, sentíram-se traídos quando a Universidade decidiu levar em conta questões de maior relevância que os interesses econômicos deste setor e da “indústria” que o vestibular movimentava. Para além da questão econômica, a redução de privilégios também incomodou. Apesar de as cotas socias e racias já existirem na UFSM desde 2007 – talvez a medida mais forte de cunho ideológico – a ampliação para 50% ficou engasgada no discurso e simplesmente era evitada. Sob o discurso de contrariedade a “forma como se deram as decisões”, escondia-se todo um recalque por ver negros, pobres e indígenas entrando num espaço que historicamente foi dominado pela elite. E que em grande parte ainda é, por isso a importância do povo entrar e transformá-la para servir à redução das desigualdades e transformação da sociedade. No entanto, a burguesia resiste e revida.
Desde o dia do CEPE (22/05) que decidiu pelo fim do vestibular e pela ampliação das cotas, a burguesia da cidade iniciou uma campanha de difamação da Universidade. Utilizando-se dos meios de que dispõe: televisão, rádios, jornais impressos, entidades empresariais, sindicatos patronais e até o prefeito, convocou ato “contra a forma como foi extinta o vestibular”, contando inclusive com liberação de turma de cursinho. No dia do ato, estudantes e movimentos sociais organizaram um contra-ato no ponto final da marcha dos empresários, pois terminava justamente em frente à Universidade (na antiga reitoria). Com faixas em defesa das cotas “Zumbi Vive, UFSM vai virar Palmares” e cartazes expondo dados sobre a realidade educação brasileira (85% das matriculas de estudantes de ensino médio são de escola pública), foi possível gerar algumas dúvidas e contradições naquele movimento reacionário. Boa parte dos estudantes de cursinhos achavam no mínimo estranho o que estava acontecendo, afinal, eram empresários em cima do carro de som fazendo as falas, e os poucos estudantes que lá falaram na verdade eram gente nossa que conseguiu subir no carro para escancarar ainda mais as contradições dos interesses $ociais do empresariado.
Aproveitando a vinculação que construímos com as escolas públicas de ensino médio no período pré-CEPE, depois do conselho voltamos à passar nas escolas públicas explicando pra galera o que significavam as recentes decisões tomadas na universidade, tirando dúvidas sobre o SiSU, sobre o ENEM e sobre as Cotas. Junto à essas passadas mobilizamos os estudantes de escola pública, grande maioria dos estudantes de ensino-médio, a saírem pras ruas em defesa da democratização do acesso à UFSM, para mostrar que os estudantes tem lado, o dos excluídos, do povo do trabalhador… Convidamos todos a participar da II Marcha pela Educação Pública que ocorreu quarta, as 10h. Logo após a marcha houve também uma aula pública na praça para conversar sobre Cotas e SISU na UFSM com os estudantes secundaristas e com a população em geral. No geral foi muito boa, a mensagem foi passada para aqueles que a cidade realmente pertence, os trabalhadores e os estudantes. Aos empresários coube o veemente repúdio, para que nunca mais ousem falar em nome da educação e em nome dos estudantes.
Construíram a marcha e muitas das atividades: DCE, CUT, Levante, Juventude do PT, Juntos, CUT, Cursinhos pré-vestibulares gratuitos e populares (Alternativa e Práxis), coletivos negros e movimentos sociais.
PJR e Pautas da Juventude – Como vocês acham que a decisão de não ter mais vestibular vai favorecer as pessoas com menor condição econômica, afrodescendentes, indígenas e os estudantes das escolas públicas regionalmente?

DCE UFSM - O vestibular tratava-se de um método de ingresso que beneficiava,
com a reserva de vagas, um perfil quase exclusivo de estudantes que tinham condições de pagar pelo menos 300 reais mensais ao setor privado de ensino no município, e isso era ainda mais evidente nos cursos de maior concorrência da universidade, tornando o vestibular um refém do setor empresarial da cidade, tanto pelo evento de três dias de prova que movimentava o comércio, quanto pelo conteúdo que alimentava a rede de cursinhos pré-vestibulares pagos e outras instituições privadas de educação da região, que não eram acessíveis à imensa parcela da população.
Com a extinção do vestibular, o SiSU surge como novo modelo de ingresso da UFSM, sendo avaliada através prova do ENEM, que por sua vez é vinculada ao ensino médio das escolas públicas, e tem em si o papel de avaliar e melhorar o ensino público. Em decorrência disso, as escolas públicas podem desenvolver o plano pedagógico sem estar à mercê da estrutura dos conteúdos do vestibular.
Diferente do vestibular, que atingia uma parcela muito seleta da população, o ENEM é realizado por 80% de estudantes da região. A Universidade Pública se tornará cada vez mais plural e deverá ter a função de enfrentar as desigualdades sociais e de contribuir de fato no desenvolvimento regional. Tais desafios tem seu início na democratização de seu acesso, aproximando a universidade das questões sociais locais, rompendo com os setores de interesses privados e servindo as demandas reais de nossa região.
A partir deste novo período, os estudantes que não possuem condições de pagar cursinhos e adquirir a educação mercantilizada que é propagandeada nas mais diversas esferas “de preparação para o vestibular”, terão maiores perspectivas de acessar a universidade.

PJR e Pautas da Juventude – De que maneira o acesso à Universidade pública pelo SISU e pelo sistema de cotas pode beneficiar a juventude rural, jovens dos povos e comunidades tradicionais no Brasil?

DCE UFSM - O sistema de seleção unificado (Sisu) se utiliza da nota do ENEM, uma prova de âmbito nacional que tem uma abrangência maior, ou seja, é uma prova com um acesso muito mais democrático por ser feito em todo o país. Além disso, ela tem uma forma bem diferenciada de testar os conhecimentos e cobrar o conteúdo, diferente dos vestibulares tradicionais, favorecendo também os jovens do meio rural e de povos e comunidades tradicionais, que na maioria das vezes não tem um aporte financeiro para pagar um cursinho preparatório ao vestibular.
A lei 12.711/2012, que implementa o sistema de Ações Afirmativas, foi uma grande conquista dos movimentos sociais que sempre lutaram pela democratização do acesso ao ensino superior. Através da ampliação do acesso para estudantes oriundos de escolas públicas, amplia-se a possibilidade de entrada de jovens rurais, povos e comunidades tradicionais, que majoritariamente estudam em escolas públicas e se enquadram na faixa de renda para a reserva de vagas sociais. Existem ainda, a reserva de vagas étnico-raciais para os povos e comunidades tradicionais.
Dessa maneira, o Sisu e a política de ações afirmativas impulsionam a entrada na universidade de setores da sociedade que historicamente estiveram excluídas do ensino superior. A longo prazo, essas medidas causarão uma transformação da universidade por mudar e diversificar o perfil dos estudantes, trazendo novas demandas e perspectivas de sociedade.
PJR e Pautas da Juventude -Na opinião de vocês como a Universidade pública no Brasil pode estar mais acessível ao conjunto da população brasileira e com uma agenda de ensino, pesquisa e extensão que auxilie na promoção da igualdade social no país?

DCE UFSM - A universidade, enquanto uma instituição social tem de estar diretamente relacionada à sociedade da qual faz parte, em sua realização e expressão. A universidade precisa ser avaliada, em seu ensino, pesquisa e extensão, em consideração sobre a situação do ensino básico. Pois, cabe, também, ao ensino superior a situação em que o primeiro se encontra.
Outro ponto, é que a avaliação acadêmica não pode mais ser refém de publicações e titulações. A competição por cargos não pode mais ocorrer nos moldes neoliberais, utilizando-se de critérios quantitativos de produções. A universidade precisar prestar serviços à comunidade, desenvolvendo assim o seu caráter regional, tanto na extensão, quanto na pesquisa. Dessa forma, há que se barrar a ideia de modernização pela privatização e terceirização das atividades universitárias, e a sua prestação de serviços a setores privados.
Em relação ao ensino, a separação entre docência e pesquisa não pode funcionar a partir de graus hierárquicos, em que a graduação é reduzida. O fortalecimento da graduação é necessário a partir do aumento das informações, da carga bibliográfica, de trabalhos em campo, da reflexão e da produção do conhecimento, em conjunto com a comunidade. A verdadeira formação universitária não pode se dar apenas na pós-graduação.
Sobre a pesquisa e a extensão, ambos os processos precisam ter papel público no trabalho e na investigação, voltando-se às necessidades da sociedade. É preciso romper os laços da universidade pública com financiamentos privados, e recuperar a sua autonomia para definir as prioridades universitárias.
PJR e Pautas da Juventude – A partir dessa decisão histórica na UFSM para a universidade pública no Brasil, em meio às resistências enfrentadas em Santa Maria, qual recado vocês deixam para quem está na luta por um ensino universal em todos os níveis que seja público, gratuito e de qualidade?

DCE UFSM - Primeiramente, que a luta pela educação vale a pena. Lutar por uma educação pública de qualidade neste país não é algo simples, mas que vale a pena quando vemos que é a partir desta luta diária que conseguimos grandes transformações. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, tão pouco a sociedade muda sem ela”, já observou tão apropriadamente Paulo Freire e é a isso que nos dedicamos, a construção de uma educação pública de qualidade, na qual os estudantes sejam sujeitos de transformação no mundo.

domingo, 25 de maio de 2014

A democratização do acesso à UFSM: porque defendemos as Cotas e o SiSU

Na manhã desta quinta-feira, dia 22 de maio, a UFSM debateu no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) as formas de ingresso à universidade para o ano de 2015. Nesta discussão foram aprovados dois pontos de suma importância: o primeiro deles se trata da regulamentação da Lei 12.711 (Lei de Cotas) e o segundo quanto a instituição de 100% das vagas via SiSU (Sistema de Seleção Unificada).

Na UFSM já tínhamos 40% de cotas desde 2007, antes mesmo da Lei de Cotas (Lei 12.711), porém, passados quase 7 anos, somente agora em 2014, com incentivo da lei, conseguimos avançar para 50%. Essa é uma vitória importante, pois assegura o direito ao ingresso na universidade para estudantes de escolas públicas com recorte étnico-racial e de renda. Alertamos, no entanto, que 50% não é suficiente. Enquanto estudantes de escolas públicas, negros e negras, indígenas, portadores de necessidades especiais forem minoria no ensino superior defenderemos as políticas de inclusão.

Vivemos num país em que 85,4% dos estudantes da educação básica estão matriculados em escolas públicas, se invertendo no ensino superior em que do total de 5.95 milhões de estudantes, apenas 1,52 milhão provém de escolas públicas. O que explica esta inversão?

O que explica um país onde a pobreza e a exclusão tem cor? O que explica o fato de conhecermos pouquíssimos médicos, advogados e engenheiros negros? O que explica no ensino médio e nas universidades o reduzidíssimo número de professores negros? O que explica termos ainda pouquíssimos negros nas salas de aula das universidades brasileiras?

São estas questões que as ações afirmativas vêm responder. São estas questões que as ações afirmativas visam solucionar.

No que se refere ao debate do acesso via SiSU, compreendemos como um grande avanço a aprovação ocorrida na sessão desta semana no CEPE. Agora a UFSM entra num circuito já composto por cerca de 80% das universidades federais brasileiras que aderiram ao SiSU como método de ingresso. No estado, das sete universidades federais existentes, seis já aderiram 100% via SiSU, são elas: UFPEL, FURG, UNIPAMPA, UFCSPA, UFFS e UFSM.

Alguns dados apontam que cerca de 80% dos estudantes do ensino médio no Brasil realizam a prova do ENEM. Diferentemente do extinto vestibular da UFSM que privilegiava os estudantes que tinham condições de acessar a rede de cursinhos pré-vestibulares e escolas privadas da cidade, o ENEM/SISU possibilita aos estudantes das camadas menos favorecidas da nossa região e da nossa própria cidade sonharem em entrar na Universidade Pública e Federal.

O vestibular como método de ingresso não demonstrou capacidade suficiente de democratização do acesso, nem de vincular a UFSM a um conjunto de demandas regionais e muito menos de qualificação do ensino médio. Em nossa opinião, pensar a regionalização da universidade vai muito além de se fazer perpetuar um método de ingresso que só serve como reserva de vagas para uma parcela da elite local e regional. Pensar a vinculação da universidade com o desenvolvimento regional significa abrir suas portas, democratizar seu acesso e contribuir com o enfrentamento das desigualdades sociais. Aproximar de fato a universidade da comunidade local e dos problemas reais da sociedade.

A grandeza da universidade e o papel que pode cumprir na sociedade não pode se resumir a suprir os interesses mesquinhos de um empresariado local, atrasado e dependente de um evento de 3 dias. Se Santa Maria até então está refém destes tipos de interesses, a UFSM hoje está rompendo com as correntes da tradição e da dominação desta elite local.

Entendemos que outros agentes interessados na manutenção do tradicional vestibular são os cursinhos pré-vestibulares. Estes são os reais inimigos dos estudantes porque reduzem a educação à capacidade de memorizar esquemas e resumos. Os cursinhos agora se quiserem seguir existindo terão que, ao menos, ensinar a interpretar. Ao mesmo tempo em que os estudantes que não tem tempo ou dinheiro para ficar decorando terão mais perspectivas de ingressar na universidade.

Quanto aos estudantes que se preparavam para prestar vestibular, acreditamos que estes devem refletir sobre o porquê do sistema  de seleção das universidades, porque ainda a universidade pública é um espaço para poucos. Defendemos um maior investimento na educação pública, sabendo que isso não impede a discussão sobre o papel da universidade e a democratização desta. Para além disso, reconhecemos a importância da implementação de um ingresso exclusivamente via SiSU para o desenvolvimento de uma educação pública de qualidade, uma vez que as escolas terão a possibilidade de trabalhar o plano pedagógico do ensino médio e não estarão mais arraigadas aos métodos e conteúdos impostos pelo processo do vestibular.
Por fim, afirmamos que desastre, senhor prefeito, é a mercantilização da educação. Desastre é o ensino fundamental público da cidade, em momentos como o da entrega da administração da escola Renato Zimerman ao Instituto Palloti, mostrando a ineficiência e ineficácia da atual gestão da prefeitura. Desastre ERA o processo do vestibular.

Nesse debate, nós do DCE/UFSM, já escolhemos o nosso lado: estamos do lado dos milhares de estudantes de Santa Maria e do Brasil, que concorrerão a uma vaga nessa universidade pública que historicamente privilegiou uma minoria através do processo seletivo e injusto do vestibular. Defendemos uma universidade pública, que seja de qualidade, democrática e popular.

DCE UFSM - Gestão É Tempo de Avançar

quinta-feira, 22 de maio de 2014

CEPE aprova 50% de cotas e ingresso 100% SISU na UFSM

Confira o parecer de vistas da conselheira Pamela Kenne, do Diretório Central dos Estudantes, referente a adesão da UFSM às cotas e ao processo de ingresso na UFSM pelo Sisu. O presente parecer foi aprovado nesta manhã pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) da universidade, extinguindo assim o vestibular da UFSM. 

P A R E C E R

que o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão aprove o seguinte posicionamento em relação aos itens propostos, quais sejam:

1. Cumprimento imediato da Lei 12.711/2012, em sua integralidade, compreendendo que o porcentual mínimo de reserva de vagas aos estudantes cotistas deverá ser de 50%.

Defendemos a implementação de cotas, não apenas em relação ao cumprimento da lei. As cotas tratam-se de uma medida por direitos e justiça. Em sua definição jurídica, de caráter objetivo e racional, tem o princípio da igualdade a ser atingido.

Sob a perspectiva dos direitos humanos, necessita-se ter sobre os sujeitos um olhar diferenciado, focado em sua particularidade contextual e histórica, com todas as suas especificações e peculiaridades, pois eles têm condições e oportunidades diferentes diante da realidade material. As ações afirmativas entram neste cenário com a sua compreensão de que o tratamento dos indivíduos de forma geral, genérica e abstrata fere o direito à diferença e à diversidade, garantido na constituição.
As Ações afirmativas tratam-se de medidas pontuais e temporárias com o objetivo de minimizar desigualdades sociais e históricas acumuladas. Elas garantem a equidade, que é tratar desigualmente àqueles que historicamente obtiveram oportunidades desiguais para que se chegue à igualdade de fato, e compensações a grupos que tiveram perdas, discriminações e marginalizações históricas.
A história que aqui se refere leva em conta um processo concreto por igualdade após um século de exclusão de minorias sociais do ensino superior, essencialmente os negros. Com 126 anos de abolição da escravidão, vive-se um período efervescente na luta por inclusão social e étnica.
As primeiras universidades a instituírem cotas, em 2002, foram a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), por meio de uma lei aprovada em 2001, na Assembleia Estadual do Rio de Janeiro. Logo em seguida, outras universidades passaram a aderir tais ações afirmativas.
Com legitimidade social e acadêmica, com afirmação da justiça, com os benefícios de tal projeto, propostas de ações afirmativas propagaram-se por todo território nacional. A repercussão positiva destas iniciativas demonstra a sua adequação em consonância aos ideais de justiça compartilhados amplamente por diversos setores na sociedade, que encontram nas ações afirmativas uma forma sólida e legítima de democratizar o acesso a camadas excluídas da população a um direito (o ensino superior) que historicamente esteve ao alcance de poucos.
2007 foi um ano de consolidação para as ações afirmativas como uma ação possível, profunda, comprometida e coerente com a democratização do ensino superior do Brasil. Neste ano 93 universidades já haviam aderido às cotas.
A UFSM está entre estas 93 universidades. Em 2007, a Universidade Federal de Santa Maria aderiu a 40% de cotas (resolução 011/07): 15% para afrobrasileiros; 5% para portadores de necessidades especiais, e 20% para oriundos de escolas públicas.
Seguiu-se a tal providência, em 2008, amplo investimento e desenvolvimento da Assistência Estudantil na UFSM, contando com ampliação de vagas na Casa do Estudante Universitário; ampliação do Restaurante Universitário; Bolsas formação; laboratórios de informática e línguas. Ações, estas, fundamentais para a permanência dos estudantes, que se segue ao acesso à universidade, principalmente quanto àqueles que ingressam por sistema de cotas.
Nos dados apresentados no relatório de atividades da PROGRAD, de 2008 a 2011, sobre as ações afirmativas, intitulado Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Racial e Social, nota-se a redução porcentual do índice de evasão de estudantes cotistas da Universidade Federal de Santa Maria. Em 2008, o porcentual de evasão de estudantes que ingressaram via ação afirmativa C (reserva de vagas para estudantes oriundos de escolas públicas) era de 18,44%; em 2009 foi de 18,66%; já em 2010 se reduziu a 3,6%, e, em 2011, tínhamos 100% de alunos regulares não apenas na Cota C, mas também nas Ações Afirmativas A (Afrobrasileiros) e B (Portadores de Necessidades Especiais). Mostrando assim, que em 2011 não houve evasão de alunos cotistas, e que o índice de investimentos na permanência dos estudantes vem ocorrendo em paralelo com a democratização do acesso, colocando a UFSM como referência nacional em Assistência Estudantil.
Sobre o cenário da educação brasileira e sua influência no acesso à universidade:
De acordo com dados do Censo Escolar, de 2010, divulgados no MEC, 85,4% de estudantes matriculados na educação básica são oriundos de escolas públicas. No ensino médio há 8,3 milhões de estudantes matriculados, e, destes 8,3 milhões, 85% estão matriculados em rede pública.
No entanto, no ensino superior tem-se 5,95 milhões de estudantes matriculados, destes, 4,43 milhões provêm da rede privada e apenas 1,52 milhão provém de escolas públicas.
Portanto, afirma-se, sem hesitação: as universidades públicas não condizem com o retrato da maior parte da população e toda a sua diversidade.
Diante dos motivos apresentados, o item 1 deste parecer afirma a necessidade da implementação integral da Lei 12.711/2012, garantindo no mínimo 50% da reserva de vagas para estudantes de escolas públicas, como um avanço para esta Universidade, quanto à inclusão social, democratizando o seu acesso e impactando positivamente a sociedade.

2. Utilização do Sistema de Seleção Unificada (SISU) como a única forma ingresso na UFSM, aderindo 100% das vagas a este sistema de ingresso.

Defendemos neste item a integralidade de um único sistema de ingresso na UFSM, no caso o SiSU, devido ao fato de que as universidades que adotaram o sistema híbrido como forma de experiência identificaram diversos problemas para a administração no momento de equacionar o preenchimento das vagas entre os dois sistemas, e por parte dos estudantes no momento de inscrição, preparação para a prova e matrícula nos cursos. Diversas universidades que implementaram o sistema híbrido acabaram substituindo pela integralidade do SiSU. Atualmente 80% das universidades já aderiram a este sistema, e destas, a grande maioria tem o SiSU como única forma de ingresso.
Sobre a ocupação das vagas nas instituições que adotaram o SiSU, 90% são estudantes oriundos da própria região, sendo 85% alunos do próprio estado onde se encontra a IFES. As regiões Sudeste e Nordeste possuem índices ainda maiores, de, aproximadamente, 97% de estudantes da mesma região.
Se o regionalismo é entendido enquanto seus aspectos culturais e particularidades regionais envolvidas nas provas, pode-se dizer que sequer o vestibular faz isso, até por não ser este o seu objetivo. Aliás, a ideia de que esses aspectos regionais devem ser incorporados ao ensino seria uma meta da escola no tocante a formação do estudante e não propriamente no conteúdo de prova.
Quanto ao problema de desistência das vagas, as IFES que não possuem SiSU tem uma taxa média de 10% de evasão, devido ao fato de que o próprio SiSU funciona como concorrência ao modo tradicional de ingresso que é o vestibular.  Por exemplo, o curso de medicina, mais concorrido da UFSM, tinha em sua 3ª chamada 25 vagas, e na chamada oral ainda restavam 14 vagas a serem preenchidas.
 Outro elemento positivo é que a mobilidade inter-regional que o SiSU proporciona pode ser produtiva para o desenvolvimento do estudante e para a qualificação das instituições, do ensino e da pesquisa.
Ademais, o vestibular não tem como objetivo, diferentemente do ENEM, a avaliação e o aprimoramento do ensino médio.
Apesar do vestibular da UFSM ter ampliado o acesso à prova com a descentralização, o ENEM hoje já é realizado pela maior parte dos estudantes do ensino médio, em todo estado e no país.
Se com a recente descentralização do vestibular foi possível ampliar o acesso à prova e ao ensino superior, com o SiSU, podemos ampliar ainda mais a democratização do acesso às universidades brasileiras. É tempo de avançar rumo a uma universidade pública, democrática e popular!




Diretório Central dos Estudantes
  

terça-feira, 20 de maio de 2014

Nota de esclarecimento

Viemos através deste comunicado esclarecer a notícia publicada na edição de hoje, dia 20 de maio de 2014, no editorial do Jornal A Razão, sob o título “O embate entre dezembro e janeiro”. Neste artigo, se referindo a discussão das formas de ingresso no vestibular 2015 da UFSM, a edição do jornal aponta que o DCE “defende a realização do vestibular de 7 a 9 de janeiro, adesão ao Sisu em 30% e 50% de estudantes cotistas em todos os cursos”.

Gostaríamos de frisar que há um erro grave na primeira afirmação, pois o DCE-UFSM Gestão É Tempo de Avançar, jamais se posicionou favorável a aprovação do vestibular da UFSM em janeiro, pelo contrário, defendemos sua manutenção em dezembro.

No que se refere aos demais pontos, reiteramos nossa posição favorável a regulamentação imediata da Lei 12.711, a qual estabelece um mínimo de 50% de cotas para estudantes oriundos de escolas públicas, no processo de ingresso da UFSM, também nos posicionamos favoravelmente a adoção do sistema Sisu como forma de ingresso a nossa universidade.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Assembleia Geral dos Estudantes

Na próxima quarta-feira (21) será realizada mais uma Assembleia Geral dos Estudantes, na qual além dos informes gerais, será discutida a pauta da Assistência Estudantil, cujo Seminário Estadual ocorre no final desse mês na UFSM (http://goo.gl/rXiZuV ). A assembleia ocorrerá no auditório do prédio 17 no campus da universidade, às 16:30.

Convidamos todos a participar e discutir sobre moradia, alimentação, assistência médica e odontológica, transporte, atendimento psicológico, biblioteca, internet, e tudo mais que a assistência estudantil pode oferecer aos estudantes.


Para maiores informações sobre o Seminário Estadual de Assistência Estudantil, acesse o blog em http://goo.gl/Jc6xNJ .


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Conselho de Entidades de Base Extraordinário



União Nacional dos Estudantes
União Estadual dos Estudantes LivreDr. Juca
Universidade Federal de Santa Maria
Diretório Central dos Estudantes

Convocatória:
            Conselho de Entidades de Base Extraordinário

            É com grande satisfação que convocamos os Diretórios Acadêmicos e as Direções das Casas do Estudante da UFSM para o Conselho de Entidades de Base (CEB) Extraordinário a ser realizado no dia 24 de abril (quinta-feira), às 18h00min, na União Universitária.

Pautas:
- Informes;
- Congresso Estudantil


            Atenciosamente,


DCE UFSM
Gestão É tempo de Avançar
2013-2014

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Estudantes realizam ato na reitoria da UFSM por assistência estudantil

Nesta última terça feira, dia 15 de abril, foi realizado um Ato por assistência estudantil na universidade. Os estudantes reivindicam Internet de qualidade e ampliação das Casas do Estudante Universitário (CEU’s) na UFSM. O ato foi tirado em assembléia geral da CEU 2 na semana anterior e contou com a presença dos moradores da CEU 1, 2, 3, União Universitária e o DCE UFSM.


Temos hoje na UFSM um plano de instalação de internet que começou a ser executado nas CEU’s, contudo em nossa avaliação este plano é incompleto, pois contempla apenas 2 pontos de internet nos apartamentos de 6 moradores. O que exige que haja uma segunda etapa de implementação, a qual não está clara quando será executada. Para @s estudantes também é vital que haja a ampliação das CEU’s com a construção de mais blocos de moradia, uma vez que temos hoje muitos estudantes na união universitária sem vaga na casa.

O ato passou entre as ruas da CEU 2 e após se direcionou a reitoria, onde as entidades do Movimento Estudantil reuniram-se com o Reitor e com o Pró-reitor de Assuntos Estudantis da universidade. A administração da universidade se comprometeu com a resolução de todos os problemas apresentados, diante disso foi criado um Grupo de Trabalho (GT) que irá acompanhar os estudos de implementação da segunda etapa de melhorias da internet, bem como impulsionar os debates a cerca de qual o modelo de Casa do estudante queremos com vistas a construção de mais blocos e consequente ampliação das vagas na CEU.

Nós do DCE acreditamos na importância e necessidade urgente dos dois projetos andarem o mais rápido possível, uma vez que são demandas urgentes dos estudantes. Assim também, a política de assistência estudantil da UFSM precisa avançar, partindo da concepção de permanência de todos os estudantes. Acompanharemos este processo e estaremos atentos para levantar as pautas e necessidades dos estudantes e cobrar firmemente a reitoria diante dos compromissos assumidos.


Para nós assistência estudantil é um direito e não um favor e é somente a partir de muita luta e mobilização que poderemos fazer avançar esta concepção e construir uma política de assistência estudantil de outro patamar em nossa universidade.




quinta-feira, 10 de abril de 2014

Entrega do pedido de revogação do preço da passagem em Santa Maria pela Defensoria Pública, um avanço na luta pelo transporte verdadeiramente público!


No inicio da tarde desta quarta-feira, dia 09 de abril de 2014, foi ajuizado o pedido de revogação do preço da passagem em Santa Maria pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul ao Fórum de Santa Maria. Neste documento são apresentados pontos que demonstram as irregularidades presentes no calculo tarifário do serviço em nossa cidade.
Após a protocolação, o defensor público da 9ª Defensoria Pública, Juliano Rushel e o Dirigente do Núcleo de Defesa do Consumidor e de Tutelas Coletivas, Juliano Viali do Santos prestaram uma coletiva de imprensa onde realçaram pontos importantes desta ação pública. Realçando, em suas falas, a importância da comunidade através dos movimentos sociais na denúncia da situação como primeiro caso referente ao transporte que chega a Defensoria Pública, servindo de incentivo para investigações em outras cidades, no modo de verificação da qualidade do serviço.
Ruschel ainda frisou que a investigação foi calcada exclusivamente nas planilhas de custo de Santa Maria e a legislação vigente no município. Colocando como principal irregularidade a não renovação dos coeficientes de gastos que, em decreto, deveriam ser reavaliados em cinco anos, prazo este superado ha três anos. A reavaliação é vista como necessária, visto que, pegando o exemplo utilizado por Ruschel, o consumo de combustível cai ao passo que as ruas por onde os veículos transitam são asfaltadas (hoje grande maioria das ruas são afastadas, realidade muito diferente de 2006, quando o calculo foi realizado) e que a frota é renovada, com veículos modernos, com menos consumo.
Foi ressaltado também o fato de que o cálculo de custos não segue o decreto municipal de que a tarifa seria calculada a partir dos gastos totais divididos pelo número de usuários. Foi pego o valor unitário de cada produto para o calculo, não na totalidade, visto que uma grande empresa não comprará os produtos em varejo, mas sim em altas quantidades, o que diminui o preço.
Outro fato ressaltado foi que renda média da população não é levada em conta no calculo da tarifa, de 1995 a 2012 o preço da passagem subiu 600% enquanto a média do poder aquisitivo da população cresceu 367%.
O pedido da Defensoria Pública, portanto, foi a suspensão do aumento até que o cálculo seja revisto, voltando assim ao preço antigo da passagem, considerando abusivo o período do aumento, com a condenação por danos morais coletivos contra a Prefeitura de Santa Maria.
Vale ressaltar também que, segundo Viali e Ruschel, não haverá possibilidade dos empresários não pagarem o aumento salarial dado aos funcionários recentemente pois o aumento não foi realizado pela vontade dos empresários, mas sim por um dissídio aprovado no Tribunal Regional do Trabalho, devendo assim cumprir a determinação judicial.


Vemos esta situação como um avanço, visto que há muito tempo o Movimento Estudantil trás esta pauta, sofrendo fortes repressões ao se manifestar. Vamos a luta mostrar que o povo tem voz e que sua voz tem que ser ouvida. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Por mais Casas do Estudante! Moradia não se adia!


A luta pela assistência estudantil na UFSM é historicamente protagonizada pelo Movimento Estudantil, tendo ao longo dos mais de 35 anos de moradia estudantil importantes conquistas. Fruto disso é a CEU2, que em conjunto com as demais casas da UFSM destaca-se como uma das maiores casas do estudante do país.

Contudo, no último dia 2 de abril, quarta-feira, o DCE esteve presente em uma reunião com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, Diretoria da CEU 1 e 2 e os moradores da União Universitária e Bloco 34 para debater a problemática da falta de vagas na Casa do Estudante. Os estudantes apresentaram a PRAE/UFSM que não encontravam vagas na CEU 2,  bem como a problemática de colocarem 4 moradores em um único apartamento na CEU 1, superlotando os apartamentos no centro e sem diálogo com os atuais moradores. Para os estudantes que estão hoje no campus, a PRAE defendeu que após a superlotação da CEU 2, se remanejasse estudantes para morar no centro e que os demais se virassem como pudessem para procurar vaga na CEU 2.

Solicitaram as diretorias das CEUs que quem não fosse confirmar vaga deveria ser “ameaçado” a ser expulso da CEU, o que é completamente ilegal de acordo com a própria resolução 004/2008 que regulamenta do Programa de Moradia Estudantil. Entretanto quando os estudantes questionaram a ampliação da CEU, a PRAE disse que já estava orçado o recurso deste ano para a ampliação do RU. Também colocou que os estudantes deveriam definir o que seria prioridade, já que se teria ou restaurante universitário ou mais casa do estudante.Uma postura totalmente arbitrária da PRAE/UFSM, uma vez que moradia e RU são direitos mínimos conquistados pelos estudantes e, de forma alguma, suas ampliações devem virar algo de escolha e ameaça.

A gente não quer só comida, a gente quer comida, casa e lazer!

Mesmo que a CEU 2 tenha em torno de 1400 vagas, com a ampliação do ensino superior, a demanda por Assistência Estudantil e casa do estudante cresceu. O DCE sempre lutou por ampliação do ensino superior com qualidade e que se garantisse a permanência de todos os estudantes, uma vez que moradia, restaurante universitário, internet de qualidade, espaços de lazer, bolsas transporte e outros são necessidades para se concluir a formação com qualidade.

O DCE, enquanto entidade de representação estudantil da UFSM defende a ampliação imediata das CEUs, não só em Santa Maria, mas e todos os campi da UFSM! E, da mesma forma, queremos ampliação do RU 1 e também a construção de mais um RU no campus! Convidamos a todas e todos os estudantes a se somarem nesta luta por uma Assistência Estudantil de qualidade que garanta o acesso e, principalmente, a permanência dos estudantes na UFSM.

  Na  próxima terça-feira, dia 15 de abril, estará ocorrendo o Ato Pela Internet e Ampliação da CEU,  com a concentração às 10:30hs na frente do RU e às 11hs todos na reitoria! 

Moradia não se adia! Internet JÁ! Vamos todos nesta luta!





terça-feira, 8 de abril de 2014

Convocatória do Conselho de Entidades de Base - Abril

UNIÃO NACIONAL DOS ESTUDANTES
UNIÃO ESTADUAL DOS ESTUDANTES LIVRE – DR. JUCA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES

Convocatória
Conselho de Entidades de Base – Abril 2014

Convocamos os Centros e Diretórios Acadêmicos, assim como as Direções das Casas do Estudante da UFSM para o Conselho de Entidades de Base, que irá se realizar no dia 10 de abril (quinta-feira), às 17h30min, na União Universitária (em cima do RU1).

Pautas:
- Informes gerais;
- Repasse dos encaminhamentos da Assembleia Estudantil (Boate do DCE e Transporte Público);
- Assistência Estudantil;
- Cotas;
- JUSM;
- Congresso Estudantil 
- Escolha da mesa diretora;

Atenciosamente,
DCE UFSM - Gestão É Tempo de Avançar 


terça-feira, 1 de abril de 2014

Megafone DCE reestreia descomemorando o golpe de 1964




O Megafone DCE reestreiou hoje à tarde! Não podia ter outro assunto para esta data: 1º de Abril, são 50 anos do golpe militar que instaurou um regime autoritário no Brasil. O programa é apresentado por Emanuelly Vargas e Lucas Leismann e recebe o professor Diorge Konrad, do curso de História da UFSM, e Olga Herbertz, representando o Comitê Santamariense pelo Direito à Memória e a Verdade. Sintonize na Rádio Universidade, 800 AM, toda terça-feira às 17h05!

Integrandes do DCE da UFSM-FW promove Cinedebate para discutir os 50 anos do Golpe Militar

Estudantes frederiquences no Cinedebate. 
Nesta segunda-feira, 31 de março, o Golpe Militar no Brasil completa 50 anos. Momento esse para relembrar o que aconteceu durante o Regime Militar, como surgiu e o que levou o país ter sofrido esse golpe. Para tanto, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) promoveu um Cinedebate, nas dependências da Escola Estadual Cardeal Roncalli, em Frederico Westphalen.

O encontro iniciou com a apresentação do filme Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, baseado no livro de Frei Betto e que conta  a história do convento dos frades dominicanos, que tornou-se uma trincheira de resistência à ditadura militar da época. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passaram a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (o recém falecido cantor e compositor Marku Ribas). Eles logo passaram a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Logo após o filme, o professor Leonardo da Rocha Botega, do CAFW – Colégio Agrícola de Frederico Westphalen, fez uma análise histórica da Ditadura Militar, e em seguida o público debateu sobre o assunto. O evento contou com a presença dos alunos da UFSM-FW, da URI, da própria Escola Cardeal Roncalli e moradores do município.

Notícia veículado no site da Agencia DaHora (agencia de acadêmicos de jornalismo UFSM/FW).