domingo, 24 de outubro de 2010
Audiência Pública sobre Transporte
sábado, 23 de outubro de 2010
Nota de resposta à declaração da ATU
Viemos a público manifestar nossa indignação diante da nota leviana, emitida pela assessoria de imprensa da corporação ATU, sobre os protestos realizados na tarde da última sexta-feira.
A manifestação foi acompanhada de perto pela Brigada Militar, que tem feito um excelente trabalho nos últimos dias, revelando que seus quadros dirigentes tem mais coerência do que muitos dirigentes políticos e empresariais do nosso município.
Contrários ao aumento abusivo da tarifa de transporte, os movimentos sociais tinham por objetivo manifestar-se na porta da sede da associação, de forma que os usuários pudessem participar do ato. Ao chegarmos à sede da ATU fomos surpreendidos pela segurança da empresa fechando as portas do estabelecimento à população, com a nítida intenção de alegar posteriormente que foram impedidos de atender os usuários e, assim, jogar a opinião pública contra a manifestação.
Houve principio de tumulto e conseguimos que uma das portas permanecesse aberta, por onde garantimos a entrada dos usuários para adquirir passagens e dos idosos para realização de seu cadastramento.
Ressaltamos que tanto usuários quanto idosos que aguardavam em fila seu atendimento cantaram as canções de protesto e aplaudiram a manifestação. As imagens das câmeras do circuito interno de segurança da própria ATU podem comprovar nossas afirmações.
A nota emitida pela assessoria da ATU tenta jogar com a opinião pública, numa atitude que revela o desespero de quem precisa controlar a revolta da população contra a exploração praticada pelas empresas de transporte coletivo.
Estamos cientes de nossa responsabilidade social e não fugiremos ao nosso compromisso com a comunidade acadêmica e a população de Santa Maria.
DCE UFSM
Gestão Avante! 2009/2010
Vídeo com imagens de quinta - Diário de Santa Maria
Vídeo com imagens de vários momentos da manifestação de quinta-feira na prefeitura e no calçadão. Com imagens e edição de Lauro Alves, do Diário de Santa Maria.
DCE – Nota Oficial sobre as declarações do vereador Manuel Badke
Relato da Reunião entre Direção da CEU II, Conselho de Moradores e Reitoria sobre a Vigilância na CEU II
Principal pauta de revindicação era em relação ao caráter que deve ter a segurança, os próximos passos discutirão um protocolo de conduta dos vigilantes que trabalham no Campus e as áreas e opções de lazer dos moradores da CEU II
OBS: Clique na imagem para ter acesso ao documento assinado pelo Conselho de Moradores, a Direção da CEU II e a Administração da UFSM
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Movimento contra o reajuste da tarifa consegue primeira vitória
Em mais de três dias de mobilização, o Movimento Estudantil organizado conseguiu sua primeira vitória! Desde às 9h da manhã um bom número de pessoas já se concentrava na praça Saldanha Marinho, e mais de 700 manifestantes, entre estudantes secundaristas, universitários e trabalhadores rumaram em marcha até a prefeitura de Santa Maria com o objetivo de pressionar o prefeito Cézar Schirmer a revogar o decreto do aumento da passagem para 2,20 e para a realizar de uma audiência pública sobre transporte em Santa Maria.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Quem ganha com o aumento da tarifa?

É interessante ler a entrevista do então candidato César Schirmer feita pela revista “.TXT” da UFSM, em outubro de 2008. Durante essa entrevista, o candidato Schirmer afirma “Eu acho que o prefeito de uma cidade deve ficar do lado da maioria da população, não pode servir a interesses privados, sob pena de não cumprir as suas atribuições.”
Pensemos.
Quem ganha com o aumento da tarifa de transporte coletivo?
Os passageiros? Obviamente, não! Cada aumento agrava ainda mais a situação e diminui gradativamente o número de passageiros de cada viagem, gerando mais custos. É uma lógica viciosa e perversa. Menos passageiros andam quanto mais cara é a passagem, mais cara é a passagem quanto menos passageiros andam.
Empresas industriais? Também, não! Cada aumento de passagem, influencia no custo da folha de pagamentos de qualquer empresa que forneça vale-transporte aos seus funcionários. Um reflexo disso é que morar próximo ao local de trabalho é o perfil mais perseguido pelas divisões de recursos humanos das empresas. Além disso, a grosso modo, esse aumento acaba diminuindo o número de postos de trabalho disponibilizado por essas empresas.
Quem ganha então? Ganham as sete ou oito famílias que controlam o monopólio do transporte coletivo de Santa Maria. As sete ou oito famílias que controlam as empresas da Associação dos Transportadores Urbanos de Santa Maria, ATU.
Então, nós perguntamos. É em defesa da maioria da população de Santa Maria que o senhor prefeito César Schirmer tem se posicionado? Em que interesses o senhor prefeito César Schirmer tem posto suas ações? Segundo a opinião do candidato César Schirmer, o senhor prefeito César Schirmer tem cumprido com as suas atribuições?
Vejamos alguns números em torno do cabalístico R$2,20:
Um trabalhador que utilize o transporte coletivo em Santa Maria diariamente, deixará durante um ano R$1584 nas mãos das sete ou oito famílias que controlam a ATU. Em outras palavras, este cidadão assalariado trabalhará de graça 3 meses por ano para as empresas da ATU.
Por esta mesma quantia, R$1584, a preços médios, você compra:
R$1584=792 Kg de Arroz
R$1584=528kg de Feijão
R$1584=3 meses de trabalho da maioria da população santamariense.
Voltamos a perguntar. É em defesa da maioria da população de Santa Maria que o senhor prefeito César Schirmer tem se posicionado? Em que interesses o senhor prefeito César Schirmer tem posto suas ações? Segundo a opinião do candidato César Schirmer, o senhor prefeito César Schirmer tem cumprido com as suas atribuições?
A queda de braço do Transporte Coletivo de Santa Maria: entenda a questão!
Para entender a pendenga envolvendo os recentes aumentos da Tarifa de Transporte, é preciso retomar alguns acontecimentos dos últimos dois anos.
No final de 2008, o Conselho Municipal de Transportes, CMT, decide, após uma apertada votação, pelo reajuste da tarifa de R$1,80 para R$2,00; a palavra final estava agora nas mãos do então prefeito Valdeci Oliveira. Nos dias seguintes, movimentos sociais, capitaneados pelo Diretório Central de Estudantes da UFSM, tomam as ruas de Santa Maria e através da pressão popular recebem do prefeito Valdeci o comprometimento de que não acataria a decisão do CMT. Porém, Valdeci não veta a decisão do CMT e apenas arquiva a proposta de aumento, deixando assim, a batata quente na mão de seu sucessor. A passagem permanece custando R$1,80, um valor que já é abusivo, mas que, mantido, é considerado uma grande vitória pela população.
Durante o mesmo período, ocorrem as eleições municipais, onde é eleito o campo de oposição de direita na pessoa do senhor Schirmer, o candidato que, em entrevista a revista .TXT prometia reduzir a passagem para R$1,40. Cabe lembrar outras promessas de campanha do candidato Schirmer, como a manutenção do Passe Livre, a Passagem Integrada, abrigo em todas as paradas de Santa Maria, ampliação das linhas de ônibus e etc, enfim, tudo que o Movimento Estudantil e a população santamariense sempre reivindicaram.
Pois bem, em dois meses de administração, César Schirmer já havia mostrado a que veio.
Em março de 2009, o prefeito César Schirmer, que em campanha considerava apropriada a redução da tarifa para R$1,40, lança o Decreto Municipal 020/09 aumentando a tarifa para R$2,00. Para diminuir o ônus político do aumento, o prefeito Schirmer faz no terceiro artigo do decreto uma série de exigências a serem cumpridas dentro de determinados prazos. E mais importante do que isso, no seu artigo quarto, o decreto coloca como condicionante do reajuste o cumprimento das exigências feitas. Ou seja, em caso de não cumprimento das exigências, a tarifa retornaria ao valor inicial de R$1,80.
Uma das exigências era a de implementação da passagem integrada até fevereiro de 2010. Na data presente, outubro de 2010, o que temos de integração é apenas a exigência não cumprida e o aumento intolerável dos preços. Em outras palavras, as empresas não cumprem as exigências feitas pelo Prefeito Municipal e ainda exigem um novo aumento.
O prefeito César Schirmer, além de não reduzir a tarifa para R$1,80 como fixava o decreto de seu próprio punho, agora, delega ao seu Secretário Municipal a tarefa de criar uma proposta de aumento da tarifa e justificar com uma máscara técnica a necessidade desse aumento.
No dia 18 de outubro de 2010, às 8h da manhã, é encaminhada para votação no Conselho Municipal de Transportes a proposta da prefeitura de aumento da tarifa para R$2,31. Novamente os movimentos sociais de Santa Maria, tendo a frente o DCE/UFSM, saem às ruas e ocupam o prédio da Prefeitura Municipal, palco da reunião do CMT. Num jogo de cartas marcadas, o presidente do CMT, suspende a reunião e, ferindo o estatuto interno da entidade, decide ainda durante a suspensão que a reunião seria reiniciada a tarde em outro local.
Os movimentos sociais permanecem ocupando a prefeitura até por volta do meio-dia, quando então decidem bloquear as ruas do centro da cidade como forma de levar a discussão para a comunidade santamariense. O bloqueio das ruas pára o centro de Santa Maria por meia-hora, colocando o tema na ordem do dia da cidade. Muitas pessoas somam-se ao ato, aos gritos de ordem e a batucada.
A marcha ruidosa dos movimentos sociais continua organizada e decidida, e avança pela tarde a caminho do novo local de votação do aumento.
Na entrada do complexo, a marcha se detém.
O novo local de votação é uma entidade patronal do setor de transportes, o SEST/SENAT, um complexo de prédios no fundo de um beco com apenas uma entrada bloqueada por cerca de 60 policiais militares onde só entra sem identificação quem for favorável ao aumento.
Ali, é aprovada pelo CMT a proposta da prefeitura de aumento da passagem para R$2,31. A decisão do CMT é levada ao prefeito Schirmer, aquele que dizia que o apropriado seria R$1,40 e exigia a passagem integrada como condição para o aumento anterior.
Na manhã seguinte, o prefeito Schirmer decreta o novo valor da tarifa para R$2,20, um pouco abaixo da sua própria proposta de R$2,31 e alardeia a sua mais nova exigência nos meios de comunicação: só aumenta para R$2,30 se houver a passagem integrada.
Parece piada, mas é a realidade.
Ficam as perguntas.
Por que o prefeito César Schirmer tem tanto medo das empresas do transporte coletivo de Santa Maria? Por que, mesmo afrontado e desautorizado pelas empresas, o Prefeito Schirmer deu um novo aumento? Por que o senhor César Augusto Schirmer não tem pulso firme com as empresas de transporte coletivo? Por que ainda não iniciamos um processo de licitação pública para a prestação desse serviço
Foto chupada da revista eletrônica OViés!
"A passagem em Santa Maria é cara, deveria ser R$1,40" - Cézar Schirmer
terça-feira, 19 de outubro de 2010
CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM!
Santa Maria quer mais respeito. O povo quer respeito. Quem ainda suporta ser enganado por promessas falsas e demagogia? Hoje, nós, os estudantes e representantes de movimentos sociais, ocupamos o prédio da Prefeitura de Santa Maria. PPrimeiramente desejávamos o debate, a abertura para um conselho transparente e uma possível assembleia popular. A opção pela ocupação vem da urgência do fato, e da sua importância para o debate.
É lamentável que as entidades representantes do Conselho Municipal de Transporte já partam para a reunião com as cartas muito bem marcadas. Ao colocar a questão do aumento em discussão o que de fato existiu não foi um diálogo, mas o deboche.
A ocupação da Prefeitura foi bem estruturada. Conseguimos impedir que o Conselho se realizasse e votasse o aumento em um primeiro momento. Exigíamos explicações e compromisso. Depois de impedirmos a realização do Conselho, alguns conselheiros acabaram definindo novo local para a realização da votação, aliás, contra o regimento, para a sede do Sest/Senat.
Já na sede do Sest/Senat, protegidos por grades, polícia montada e tropa de choque, os conselheiros puderam, enfim, se sentirem “seguros” para agir da forma que quisessem sem grandes explicações. A mesa de reuniões posta, imprensa e representantes de entidades – excetos partidos políticos, diga-se – puderam se colocar à volta da discussão. Não que muito pudesse ser feito. Ali, entre seus pares, os patrões pouco mediram as palavras, tentando desqualificar o movimento contra o aumento da passagem e os estudantes que ali lutavam pelo direito de boa parte da população santa-mariense, que usa do transporte público para se locomover.
Os estudantes ficaram do lado de fora, mantiveram o protesto e aguardaram o resultado. Participamos da reunião com a presença de membros de entidades como o Diretório Central dos Estudantes, os Diretórios Acadêmicos e a mídia independente.
Em um primeiro momento, o conselheiro Rodrigo Freitas argumentou um pedido de vistas, que não pode ser efetivado. Entendeu-se que a ação não seria prorrogada, e que naquele momento os conselheiros já estariam aptos a votarem.
As discussões sucederam-se diante de argumentos como os de que “a anarquia de hoje de manhã impediu a reunião e a votação do Conselho”. Discussões surgiram durante a sessão. Exigiu-se na mesa que as contas fossem explicadas e que os modelos fossem apresentados, porém, o Secretário de Transporte alegou diversas vezes que a explicação do método era “humanamente impossível”. O Secretário ainda afirmou, durante a sessão e pela manhã, que a discussão só sucederia com “técnicos e informados na questão”. Mas o DCE, representado por Roberto Freitas e Eduardo, lembrou que a discussão não é só técnica, mas econômica e social. Membros da mesa, inclusive, afirmaram que se a discussão fosse apenas técnica, e não social, o Conselho não teria a finalidade de existir.
Alguns membros também argumentaram que Santa Maria tem uma alta qualidade de transportes e passagem barata, comparada às outras cidades. Mas acreditamos que esse cálculo não leva em conta o tamanho da cidade e nem os trajetos. Em diversos momentos alguns conselheiros aproveitaram para bater no movimento estudantil, até mesmo afirmando que gestão após gestão, o DCE se mantém na discussão vazia e igual.
Infelizmente, mesmo após a intervenção dos estudantes e dos movimentos sociais, o aumento foi efetivado. 15% de aumento, acima da inflação.
Dos quinze conselheiros, cinco votaram contra o aumento e dez a favor. Os cinco representantes que votaram contra o aumento representavam a UFSM, DCE, OAB, USE e o Sindicato dos Trabalhadores Urbanos. A favor da proposta do aumento votaram os representantes da CACISM, da ATU, da Prefeitura Municipal e seus conselheiros, do Sindicato dos Contadores (que aliás, exigiu aumento para a sua categoria durante a sessão), empresas inter-distritais, Sitracover, SindiTáxi e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
A reunião durou cerca de duas horas. Enquanto isso, 40 policiais faziam a escolta do lado de fora. É de se perguntar se Santa Maria é uma cidade assim tão pacífica ao ponto de se dispensarem 40 homens apenas para fazer a segurança de apenas 15 conselheiros.
Um ponto desprezível foi a tentativa constante por parte de alguns conselheiros de colocar os motoristas e a sua classe trabalhadora contra os estudantes – alegando que os estudantes são todos vagabundos, que não trabalham e que não reconhecem o suor e o esforço dos motoristas. Entre eles, o Sr. Gabardo, que ainda afirmou que a UFSM só “funcionava de terça à quinta”. Argumento rebatido pelo representante da UFSM, Alberto Brilhante.
É triste que os motoristas não pensem nos estudantes como parceiros de luta, e que só reflitam os interesses de seus patrões. Como se o dinheiro e o lucro exorbitante arrecadados pelas diretorias das empresas possam ir, de alguma forma, parar no bolso dos trabalhadores.
É lamentável que uma questão importantíssima, como o aumento da passagem de ônibus em Santa Maria, seja discutida em questão de “uma hora”, como pudemos ver. E ainda mais lamentável que as ordens não sejam claras. Um prefeito que promete em campanha que vai voltar com o passe livre, que instituirá a passagem integrada e que não aumentará um centavo da passagem, simplesmente não está – e nem mesmo é “encontrado” pelo telefone em Porto Alegre para dar uma explicação ao povo. Ficamos todos de mãos amarradas, vendo o dinheiro sair do bolso de todos e percebendo que os aumentos em nada contribuem para a melhoria ou a ampliação das frotas – e muito menos pela integração.
Queremos a transparência das licitações! Queremos respeito pelo povo, pelos trabalhadores, pelos estudantes, por Santa Maria!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Como assim, CMT?
PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA
Conselho Municipal de Transporte
Santa Maria, 13 de Outubro de 2010.
Of. Circ. Nº 21/10/CMT
Ilmos. Srºs.
1.Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade de Santa Maria;2.SITRACOVER;3.UFSM;4.DCE;5.Sindicato dos Trabalhadores Urbanos de Santa Maria;6. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Maria; 7.OAB;8.SETRANS-SM;9.CACISM/SINDILOJAS/CDL;10.SindTaxi;11.12.13.PMSM;14. Associação das Empresas Inter-Distritais; 15.UAC;16.APDC;17.USE.
CONVOCAÇÃO:
Sr. Conselheiro:
O Presidente do Conselho Municipal, de Transporte, no uso de suas atribuições, vem informar a Vossa Senhoria para a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA, a realizar-se no dia 18 de Outubro do corrente ano, segunda-feira às 08h15min, no AUDITÓRIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA.
Pauta:
· Apresentação do relatório do calculo tarifário pelo relator;
· Votação e aprovação da tarifa de transporte coletivo urbano. (GRIFO NOSSO)
Sem mais para o momento, cordiais saudações.
Atenciosamente.
Rodrigo de Lima dos Santos
Presidente do Conselho Municipal de Transporte
COMO ASSIM?
"Votação e aprovação da tarifa de transporte coletivo urbano"???
Entidades protocolam pedido de instalação de Estatuinte
A SEDUFSM, a ASSUFSM e o DCE protocolaram na tarde desta quinta, 14, o pedido dirigido ao presidente dos conselhos superiores da universidade, reitor Felipe Müller, para que seja convocado um “processo estatuinte” na UFSM. Os motivos que levaram a essa solicitação são, entre outros argumentos, “a necessidade de discussão e aprovação de um novo estatuto para a universidade”. Para que sejam garantidos princípios como o da “gestão democrática”, da “transparência administrativa”, reafirmando os “ideais de uma universidade pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada”, o entendimento é de que somente através de uma Estatuinte “exclusiva”.
O documento protocolado tem a assinatura do presidente da SEDUFSM, professor Rondon de Castro, do coordenador geral da ASSUFSM, Eloiz Cristino, e do coordenador de Comunicação do Diretório Central de Estudantes, José Luis Zasso. Além do pedido encaminhado ao reitor, também foi anexada proposta para o funcionamento de uma Assembleia Estatuinte. A proposta foi construída de forma aberta á participação da comunidade pelas três entidades e se baseia numa discussão anterior, ocorrida entre os anos de 1992 e 1993 e relacionada ao mesmo tema: a Estatuinte.
Para Rondon de Castro, o que as entidades pensam é de que não adianta a universidade ir fazendo remendos ao atual estatuto da instituição. “É preciso uma mudança ampla, embasada na autonomia universitária, e para a qual a comunidade como um todo seja chamada a opinar, sem predominância de um segmento sobre o outro”, diz ele. Castro destaca que um dos pontos da proposta encaminhada ao reitor é a previsão de que os membros da Assembleia Estatuinte sejam eleitos em seus segmentos e depois venham a compor um conselho “exclusivo” de forma paritária. Aguarda-se para breve um pronunciamento do reitor, Felipe Müller, que se encontrava em viagem na tarde desta quinta.
Texto e foto: Fritz R. Nunes
Ass. de Impr. da SEDUFSM
I Ciclo de Palestras e Debates – Segurança, Alimentar e Agrotóxicos.

Direito, Saúde e Meio Ambiente
de 18 a 22 de outubro 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Conheça o decreto do último aumento da passagem e tire suas próprias conclusões
DECRETO EXECUTIVO Nº 020, DE 09 DE MARÇO DE 2009
Concede reajuste às tarifas do transporte coletivo e seletivo do Município de Santa Maria, mediante cumprimento de condições e dá outras providências
O PREFEITO MUNICIPAL DE SANTA MARIA, no uso das atribuições que lhe são conferidas em Lei e conforme deliberação do Conselho Municipal de Transportes,
D E C R E T A :
Art. 1º A partir da zero hora do dia 22 de março do corrente ano as tarifas do transporte coletivo urbano de passageiros por ônibus de Santa Maria terão o valor de R$ 2,00 (dois reais) e do transporte seletivo terá o valor de R$ 2,50 (dois reais e cinqüenta centavos) para os passageiros usuários pagantes em moeda corrente nacional.
Parágrafo único. Para usuários com descontos de 50%, em especial estudantes e empregados domésticos, o valor da passagem será mantido em R$ 1,80 (um real e oitenta centavos) até a zero hora do dia 21 de abril de 2009, data a partir da qual o valor da passagem passa a ser o do caput deste artigo.
Art. 2º Os reajustes de que tratam o presente Decreto estão embasados na Planilha elaborada no exercício de 2008, pela Secretaria de Município de Trânsito, Transporte e Mobilidade Urbana, na gestão 2005/08, com parecer favorável do Conselho Municipal de Transportes, registrado na ATA nº 172 do Conselho Municipal de Transporte.
Art. 3º Os reajustes previstos no presente Decreto somente passarão a ter vigência mediante o compromisso formal das empresas operadoras, no atendimento das seguintes condições:
A implantação da passagem integrada até fevereiro de 2010;
O reestudo dos pontos de paradas e respectivos abrigos de ônibus, em todas as linhas do sistema, em ação conjunta com a Prefeitura, tendo em vista a necessidade de modernização e conforto dos passageiros;
Apresentação das informações contidas nos ofícios 013, 014, 015, 016, 017 e 018/2009 SMTTMU – a partir de janeiro de 2009;
A implantação de veículos dotados de equipamentos para pessoas portadoras de necessidades especiais, até fevereiro de 2010;
Ampla divulgação, dos horários e freqüências das linhas atuais;
Apresentação de certidão negativa de débito com o Município de Santa Maria, até às 13h e 30min do dia 13 de março de 2009;
Retirada de todas as ações judiciais porventura existentes contra o Município, que tratam sobre reajuste de tarifa do transporte coletivo por ônibus.
Art. 4º O não cumprimento do compromisso formal das empresas operadoras de que trata o artigo 3º não implementa a concessão de reajuste prevista no Artigo 1º do presente Decreto.
Art. 5º Após ouvido o Conselho de Transporte do Município será publicado Decreto fixando a nova metodologia de reajuste tarifário com critérios e prazos para análise do valor da tarifa e da qualidade dos serviços oferecidos.
Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Gabinete do Prefeito Municipal, em Santa Maria, aos nove (09) dias do mês de março do ano de dois mil e nove (2009).
Cezar Augusto Schirmer
Prefeito Municipal

